terça-feira, 29 de junho de 2010

Peneiras de Ensaio Granulométrico





As peneiras granulométricas redondas são fabricadas em aço inoxidável tanto seu caixilho como a malha, disponíveis nos tamanhos: Ø 300x100mm, Ø 3”x1”, 3”x2”, Ø 5”x2”, Ø 8”x1”, Ø 8”x2”.

O controle granulométrico tem como finalidade:

Determinar a distribuição granulométrica de uma amostra de material (verificar se está condizente com a especificação requerida pelo fornecedor);


grafico de curva granulométrica







PREPARAÇÃO DA AMOSTRA PARA ENSAIO
Deve-se coletar a amostra de agregado conforme o Método de Ensaio – ME-19, da PCR.
A partir da amostra remetida ao laboratório, depois de umedecida para evitar segregação e de cuidadosamente misturada, formar duas amostras para o ensaio, de acordo com a NBR 9941. A massa mínima por amostra de ensaio é indicada no Quadro abaixo.



Aplicação da Cal


A Cal

Óxido de cálcio (conhecido como cal) é uma das substâncias mais importantes para a indústria, sendo obtida por decomposição térmica de calcário (de 850 a 1100 °C). Também chamada de cal viva ou cal virgem, é um composto sólido branco.






São múltiplas as aplicações da cal, tais como a construção civil e obras públicas, indústria química, tratamento de resíduos sólidos, tratamento de águas para abastecimento público, tratamento de águas residuais, fabricação de açúcar, actividades mineiras, fabricação de papel, produção de soda caústica, produção de aço, agricultura...
Na realidade não existe nenhum outro produto tão versátil como a cal. As suas propriedades permitem-lhe exercer funções de
neutralização, floculação, caustificação, aglutinação, lubrificação e de absorção, entre outras.
A cal viva e a cal hidratada são constantemente objecto de estudo e investigação para múltiplas e novas aplicações.

ALGUMAS DAS APLICAÇOES MAIS DETALHADAS :

No tratamento de água a cal atua na:

Correção de pH:
Para proteger as canalizações das redes e das casas contra corrosão ou incrustação, a água recebe uma dosagem de cal, que corrige seu pH.





Coagulação:
A remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque
de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto férrico. Estes coagulantes, têm o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adiciona-se cal, o que mantém o pH da água no nível adequado.






Na produção do Aço:

Na fabricação de aço, a cal atua como um fluxante durante o processo de refino, propiciando a retirada do fósforo e enxofre na forma de fosfato de cálcio, silicatos e sulfetos que permanecem na escória.







Na Agricultura:

A cal, ou os correctivos são os fertilizantes por excelência para solos ácidos e argilosos. Os valores neutralizantes efectivos conseguem uma resposta praticamente instantânea nas culturas e colheitas, aumentando a produtividade dos campos.











Na Produção de Papel:


Nesta indústria, a cal é utilizada como caustificante. É também utilizada como agente de branqueamento.








Na Produção do Açucar:

A cal é utilizada na remoção dos compostos fosfáticos e
orgânicos e na sua clarificação.


Na Construção Civil:

Nesta área existe uma experiência de séculos. As argamassas à base de cal são duradouras, não abrem fendas, suportam os choques climáticos, oferecem maior resistência à propagação de sons, têm uma melhor trabalhabilidade e são um obstáculo à penetração da água - o pior inimigo das construções.









Estradas e Obras Publicas:

Como aglomerante e cimentante, a cal consegue estabilizar solos argilosos inadequados à construção de pavimentos, tornando-os capazes de suportar estradas, avenidas e estacionamentos.












segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pedras Naturais



As pedras naturais constituem, com as madeiras, um dos mais antigos materiais de construção. Com múltiplas aplicações, fundamentalmente como cantarias, alvenarias e revestimentos, ao longo do tempo tem diminuído o seu emprego. As razões são conhecidas: entre outras a descoberta e o domínio de outros materiais, mais como se verifica, o homem está aplicando cada vez mais a pedra na construção, devido a sua abundância e as novas tecnologias para seu manuseio.
Entre todos os tipos de pedras que são utilizados na construção, os que mais se destacam são:




MÁRMORES E GRANITOS



Estas pedras, que se confundem na aparência, têm usos distintos em função de suas características próprias, cuja origem encontra-se na sua composição: o granito é uma rocha magmática formada de quartzo, feldspato e mica, com dureza acima de 6 na escala Mohs, enquanto o mármore é o nome de qualquer rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica, composta de calcita ou dolomita, com dureza 3, o que o torna mais macio e, portanto, menos resistente a riscos que o granito.
Outro fator que limita o uso do mármore é o carbonato presente em sua constituição, substância que reage com ácidos, mudando de cor.
Ambas podem ter acabamento lisos ou ásperos, dependendo do uso pretendido.
Na limpeza da obra, não deve ser aplicado nenhum tipo de removedor químico, o que pode causar manchas na pedra. O granito recém-assentado deve ser limpo com palha de aço fina e, depois, varrido. Para o mármore, somente espátula e vassoura de pêlo devem ser utilizadas. Em ambos os casos, recomenda-se proteger a superfície com plástico bolha até o final da construção.
Para a limpeza, deve-se utilizar apenas pano úmido e, se necessário, detergente neutro incolor. Qualquer substância colorida derramada acidentalmente sobre a pedra deve ser imediatamente enxugada com pano absorvente.
Ao pesquisar preços, deve-se considerar que a mesma pedra pode ser chamada de vários nomes, motivo pelo qual recomenda-se levar um exemplar, permitindo comparar colorações e preços.
O quadro abaixo mostra a utilização adequada para cada uma destas pedras.











Processo de Fabricação e Manuseio:

A pedra é lapidada em formato de bloco, em tamanho possível a ser transportada. É conduzida até a fábrica, onde é descarregada sobre carros porta-bloco. Esse carro conduz o bloco até o tear, (máquina que corta a pedra em formato de fatias), com aproximadamente 3x1,50 metros e 2 até 3 cm de espessura, logo após ser cortada fica armazenada em cavaletes, e novamente é carregada através de cintas, em caminhões para ser comercializada em marmorarias, onde recebe acabamentos e tamanho definido.

Imagens das máquinas que atuam no processo de fabricação:


Carro porta-bloco: Carro que fica sob o tear com o bloco.





Carro transportador: Carro que leva o carro porta-bloco até o tear.



Cavalete triangular: Peça metálica, em formato triangular, com uma base de apoio, usada para armazenagem de chapas de mármore, granito e outras rochas.







Cavalete vertical: Peça metálica, em formato de pente, colocada na vertical apoiada sobre base metálica, usada para armazenamento de chapas de mármore, granito e outras rochas.





Cintas: Equipamento utilizado para a movimentação de cargas diversas.




Fueiro: Peça metálica em formato de L (para os carros porta-blocos mais antigos), ou simples, com um de seus lados encaixados sobre a base do carro porta-bloco, que tem por finalidade garantir a estabilidade das chapas durante e após a serrada e enquanto as chapas estiverem sobre o carro.




Palitos: Hastes metálicas usadas nos cavaletes verticais para apoio das chapas de mármore, granito e outras rochas.





Tear: Equipamento robusto composto de um quadro de lâminas de aço que, apoiadas sobre o bloco de pedra, quando acionadas, fazem um movimento de vai-e-vem, serrando a pedra de cima para baixo, sendo imprescindível o uso gradual de areia, granalha de aço e água para que seja possível o transpasse do bloco de rochas.





Ventosa: Equipamento a vácuo usado na movimentação de chapas de mármore, granito e outras rochas.